Milton Nascimento canta em comemoração ao aniversário da Capital
Nostalgia no show que durou duas horas no Bourbon Country
| Milton Nascimento canta em comemoração ao aniversário da Capital. Clique para ver a galeria Crédito: Bruno Alencastro / CP |
Presenciar Milton Nascimento e todos os músicos que integram show do álbum "... E a Gente Sonhando" é experimentar flashes de uma busca que vai dar no sol. A viagem proporcionada pela atuação dos músicos e de Milton, somada ao repertório iluminador, não é de palavras, mas de universos que elevam - e acalmam - a alma. Ao subir no palco do Bourbon Country, ontem, em Porto Alegre, em comemoração ao aniversário da cidade, Milton iniciou a noite com "Encontros e Despedidas", seguido de "Cachangá" e "Caçador de Mim". Nos versos "Longe se vai/ Sonhando Demais/ Mas onde se chega assim/ vou descobrir/ o que me faz sentir/ eu, caçador de mim", e na constante melodia indiscritível e cheia de boas surpresas, Milton iniciou a busca, e levou toda a platéia pelo seu caminho de abrir corações.
O CD, lançado ano passado, foi criado por Milton depois dele ter visto Três Pontas marcada em livro de uma empresa aérea feito por dois especialistas que vieram estudar o que se fazia de música no país. A única cidade que não era capital e estava destacada era Três Pontas. "Fiquei me sentindo numa boa. Tudo se transformou nisso e isso vem transformando tudo", conta. Milton fez uma viagem a sua cidade, para ver como estava a música por lá. Reuniu cerca de 25 jovens músicos do local e criou o álbum. O resultado justifica e coroa Três Pontas no mapa da música. Além de juntar cantores e instrumentisas, Milton apadrinha novos compositores e vozes, como de Bruno Cabral, 19 anos, Ismael Tiso Jr., de 24 e Paulo Franscisco. Gravou, dos meninos de Três Pontas, "Olhos do Mundo" , de Marco Elízeo e Heitor Branquinho, "Eu, Pescador" de Clayton Prosperi e Haroldo Jr) e "Do Samba, do Jazz, do Menino e do Bueiro", de Ismael Tiso Jr/Miller Rabello de Brito.
Depois de "Baile da Vida" é que esses meninos começam a ocupar o palco. Paulo Francisco entra para acompanhar Milton em "Amor do Céu Amor do Mar", nova composição feita em parceria com Flávio Henrique que homenageia Elis Regina, a grande intérprete e amiga de Milton. O coro de vozes entra no palco, e todo o trabalho coletivo ganha forma. Na canção seguinte "Sol", de Jota Quest as os versos "Pra onde tenha sol/ É pra lá que eu vou" cantados ali apontam o destino.
Com tantas canções fortes e inspiradoras, "... E a Gente Sonhando" tem composições preciosas e valiosas como "Resposta ao Tempo" e "Estrela, Estrela", de Vitor Ramil. Duas canções conhecidas, mas que na voz e encaminhamentos de Milton ganham uma dimensão sublime. "Resposta ao Tempo", de Cristóvão Bastos e Aldir Blanc chegou quase no final do show, e segundo Milton, foi uma especial escolha entre todo o repertório. Passando por canções como "Me Faz Bem" e "Espelho de Nós", o show tem muito de "Ateneu": "Para derrubar os muros. Cantar a vida. Sonhar o mundo. Abrir os corações".
Com mais de duas horas de show, Milton Nascimento deixou "Canção para América" para o bis, e deixou todos com "Maria Maria" e os hinos "Mas é preciso ter manha/ É preciso ter graça/ É preciso ter sonho, sempre/ Quem traz na pele essa marca/ Possui a estranha mania/ De ter fé na vida". Com orgulho de ser humano, poder amar tanto e feliz de estar vivo, os que querem resistir sairam da platéia revigorados. E a gente sonhando.
Fonte: Leda Malysz / Correio do Povo
O CD, lançado ano passado, foi criado por Milton depois dele ter visto Três Pontas marcada em livro de uma empresa aérea feito por dois especialistas que vieram estudar o que se fazia de música no país. A única cidade que não era capital e estava destacada era Três Pontas. "Fiquei me sentindo numa boa. Tudo se transformou nisso e isso vem transformando tudo", conta. Milton fez uma viagem a sua cidade, para ver como estava a música por lá. Reuniu cerca de 25 jovens músicos do local e criou o álbum. O resultado justifica e coroa Três Pontas no mapa da música. Além de juntar cantores e instrumentisas, Milton apadrinha novos compositores e vozes, como de Bruno Cabral, 19 anos, Ismael Tiso Jr., de 24 e Paulo Franscisco. Gravou, dos meninos de Três Pontas, "Olhos do Mundo" , de Marco Elízeo e Heitor Branquinho, "Eu, Pescador" de Clayton Prosperi e Haroldo Jr) e "Do Samba, do Jazz, do Menino e do Bueiro", de Ismael Tiso Jr/Miller Rabello de Brito.
Depois de "Baile da Vida" é que esses meninos começam a ocupar o palco. Paulo Francisco entra para acompanhar Milton em "Amor do Céu Amor do Mar", nova composição feita em parceria com Flávio Henrique que homenageia Elis Regina, a grande intérprete e amiga de Milton. O coro de vozes entra no palco, e todo o trabalho coletivo ganha forma. Na canção seguinte "Sol", de Jota Quest as os versos "Pra onde tenha sol/ É pra lá que eu vou" cantados ali apontam o destino.
Com tantas canções fortes e inspiradoras, "... E a Gente Sonhando" tem composições preciosas e valiosas como "Resposta ao Tempo" e "Estrela, Estrela", de Vitor Ramil. Duas canções conhecidas, mas que na voz e encaminhamentos de Milton ganham uma dimensão sublime. "Resposta ao Tempo", de Cristóvão Bastos e Aldir Blanc chegou quase no final do show, e segundo Milton, foi uma especial escolha entre todo o repertório. Passando por canções como "Me Faz Bem" e "Espelho de Nós", o show tem muito de "Ateneu": "Para derrubar os muros. Cantar a vida. Sonhar o mundo. Abrir os corações".
Com mais de duas horas de show, Milton Nascimento deixou "Canção para América" para o bis, e deixou todos com "Maria Maria" e os hinos "Mas é preciso ter manha/ É preciso ter graça/ É preciso ter sonho, sempre/ Quem traz na pele essa marca/ Possui a estranha mania/ De ter fé na vida". Com orgulho de ser humano, poder amar tanto e feliz de estar vivo, os que querem resistir sairam da platéia revigorados. E a gente sonhando.
Fonte: Leda Malysz / Correio do Povo